SPORT CLUB INTERNACIONALHISTÓRIA · MEMÓRIA · PAIXÃO
01
1909–1913
A SEMENTE DO POVO.
No início do século XX, Porto Alegre começava a descobrir uma nova paixão. O futebol crescia, mas ainda circulava dentro de ambientes relativamente restritos. Foi nesse cenário que Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe ajudaram a criar algo diferente.
Em 4 de abril de 1909, aproximadamente quarenta pessoas reuniram-se no porão da casa da família Seferin, na antiga Rua da Redenção. Daquela reunião nasceu o Sport Club Internacional.
04ABRIL1909Porto Alegre · RS
OS IRMÃOS POPPE
Três rostos na origem de uma história centenária.
Retratos restaurados digitalmente a partir de registros históricos de baixa resolução.
Henrique Poppe LeãoFundador · presidente do Inter em 1910
José Eduardo PoppeUm dos três irmãos ligados à fundação
Luiz Madeira PoppeUm dos três irmãos ligados à fundação
“Internacional” não representava uma única nacionalidade. O nome carregava a ideia de reunir pessoas de diferentes origens sob a mesma camisa.
Uma porta para a memóriaRegistro histórico de uma antiga entrada ligada ao Sport Club Internacional.
A história também ficou no papelRecorte histórico de jornal relacionado aos primeiros anos do clube.
1909–1959
O primeiro distintivo
O monograma SCI em vermelho sobre fundo branco representa o primeiro distintivo do clube, utilizado nos anos iniciais da história colorada.
IDENTIDADE
O dia em que o Inter quase foi verde
Na escolha das cores, o vermelho e branco dos Venezianos disputou espaço com o verde e branco ligado aos Esmeraldinos. Em 11 de abril de 1909, venceu o vermelho. O destino cromático do clube estava definido.
PRIMEIROS PASSOS
Ilhota, Várzea e Eucaliptos
Os primeiros treinos ocorreram na região da Ilhota. Em 1910, o clube passou a utilizar o Campo da Várzea. Dois anos depois alugou a Chácara dos Eucaliptos, seu primeiro campo de jogos exclusivo.
18.07.1909
O primeiro Gre-Nal
O jovem Internacional enfrentou um Grêmio já mais estruturado e perdeu por 10 a 0. A derrota seria brutal, mas não definitiva. A rivalidade que marcaria o futebol gaúcho acabava de nascer.
10.10.1909
O primeiro grito
Benjamin Constant Idiart Vignoles marcou duas vezes contra o Militar. Inter 2 a 1. Eram os primeiros gols e a primeira vitória da história colorada.
1913
A PRIMEIRA TAÇA
Quatro anos depois da fundação, o Internacional conquistava Porto Alegre.
O Campeonato Citadino de 1913 foi o primeiro título do clube e abriu uma sequência de cinco conquistas metropolitanas consecutivas, entre 1913 e 1917.
02
1920–1950
O CLUBE DO POVO.
Um clube pode nascer em um dia. Uma identidade, não. Aquilo que décadas mais tarde faria milhares de pessoas chamarem o Internacional de Clube do Povo foi construído aos poucos, com avanços, contradições, arquibancadas populares e jogadores que ajudaram a romper barreiras do futebol de seu tempo.
LIGA DA CANELA PRETA
Um futebol que existia apesar das portas fechadas
Em uma Porto Alegre marcada pela segregação racial e social, jogadores negros organizaram clubes e competições próprias. A chamada Liga da Canela Preta se tornou símbolo desse universo. O Internacional não nasceu em 1909 com integração racial plena; sua abertura ocorreu progressivamente.
Dirceu Alves, contratado em 1925 e estreante no time principal em 1928, é reconhecido pelo clube como o primeiro jogador negro oficialmente incorporado ao elenco colorado. Depois vieram outros nomes, até que atletas negros passaram a ocupar papel central na equipe mais vencedora do estado.
1927Primeiro Gauchão
1931Estádio dos Eucaliptos
8Gauchões entre 1940 e 1948
1940
ROLO COMPRESSOR
Um apelido que não precisava de explicação.
TESOURINHACARLITOSABIGAILNENAÁVILAVILLALBA
1940–48ROLO COMPRESSOR
A máquina colorada dos anos 1940Formação histórica do Rolo Compressor. A década teve oito títulos gaúchos em nove edições disputadas entre 1940 e 1948.
TESOURINHA
Da Ilhota para a Seleção Brasileira
Osmar Fortes Barcellos cresceu nos arredores da Ilhota e estreou pelo Inter em 1939. Driblador, rápido e imprevisível, tornou-se peça fundamental do Rolo Compressor e o primeiro jogador colorado convocado para a Seleção Brasileira.
CARLITOS
Gol como rotina
Alberto Zolim Filho passou toda a carreira profissional no Internacional. É o maior goleador histórico do clube pelos diferentes critérios de contagem e também o maior artilheiro da história dos Gre-Nais, com 42 gols.
ABIGAIL
Força no coração do time
Integrante da célebre linha média, Abigail simbolizava um Internacional que transformava diversidade de origem em força esportiva e consolidava a presença de jogadores negros em papéis centrais.
1940–1948
Oito em nove
O Inter conquistou oito Campeonatos Gaúchos em nove edições. Em 1945 tornou-se o primeiro clube do estado a alcançar seis títulos consecutivos.
Os Eucaliptos lotadosRegistro histórico da antiga casa colorada, palco da hegemonia dos anos 1940 e da Copa do Mundo de 1950.
1945
HEXA
O primeiro hexacampeão do Rio Grande do Sul.
Seis estaduais consecutivos, de 1940 a 1945. O Rolo Compressor já não era apenas um grande time: havia virado uma época inteira.
1950
DO ROLO AO ROLINHO
Larry, Bodinho, Chinesinho e Teté mantiveram a engrenagem funcionando.
LARRYO camisa 9 cerebral
No primeiro Gre-Nal do Olímpico, em 1954, marcou quatro vezes na vitória colorada por 6 a 2.
BODINHOCabeça de artilheiro
No Gauchão de 1955, marcou 25 gols em apenas 18 partidas.
Quando os Eucaliptos começaram a ficar pequenos, o Internacional já tinha mais do que títulos. Tinha torcida, símbolos, memória e uma identidade popular consolidada. Faltava uma casa à altura.
03
1956–1969
SANGUE, SUOR E TIJOLOS.
1956
UM ESTÁDIO ONDE NÃO HAVIA TERRA
Antes de levantar arquibancadas, era preciso criar o próprio chão.
Em 12 de setembro de 1956, Ephraim Pinheiro Cabral apresentou o projeto de doação de aproximadamente oito hectares para o novo estádio. Boa parte da área estava dentro do Guaíba. No final de 1957, a chegada da draga Ster marcou o início efetivo do aterro.
O Gigante surgindo sobre as águasUma das imagens mais simbólicas da construção do Beira-Rio: o estádio nascendo em uma área aterrada às margens do Guaíba.
Concreto, ferro e persistênciaOs primeiros contornos do novo estádio foram tomando forma ao longo de anos de trabalho intenso.
A obra ganhava corpoCada avanço fazia o sonho colorado parecer menos utopia e mais destino.
O povo também levantou o Beira-RioMais do que uma obra de engenharia, o estádio tornou-se um projeto afetivo da torcida colorada.
CAMPANHA DO TIJOLO
Quando o povo entrou na obra.
A Campanha do Tijolo transformou a construção em um gesto coletivo. Torcedores contribuíam com material, dinheiro e apoio simbólico. O novo estádio não nascia apenas da diretoria ou de empreiteiros: nascia da própria comunidade colorada.
ATERRODOAÇÕESCAMPANHA DO TIJOLOPAIXÃO POPULAR
1961“Bóia Cativa”
Edson Bergmann comprou a primeira cadeira cativa quando o estádio ainda parecia estar dentro do rio.
1965José Pinheiro Borda
Um dos grandes líderes da obra morreu antes de assistir à inauguração do estádio que levaria seu nome.
1967Campanha do Tijolo
A mobilização popular ganhou seu símbolo definitivo e transformou a obra em patrimônio afetivo da torcida.
“A gente torcia por pedreiros.”
Frase que entrou para o folclore da construção do Gigante.
6 DE ABRIL DE 1969 · DOMINGO DE PÁSCOA
PORTO ALEGRE ACORDOU VERMELHA.
A Alvorada Colorada começou antes mesmo do horário combinado. Quase cem mil pessoas participaram das festividades. O adversário da inauguração era o Benfica, de Eusébio.
INTERNACIONAL2
×
1BENFICA
CLAUDIOMIRO marcou o primeiro gol da história do Beira-Rio. Eusébio empatou. GILSON PORTO fez o gol da vitória.
Festa de inauguraçãoO Beira-Rio nasceu em clima de celebração popular, com uma cidade inteira atravessada pelo sentimento colorado.
O primeiro dia do GiganteO estádio novo consolidava o crescimento do Inter e mudava para sempre a paisagem do futebol gaúcho.
VÍDEO HISTÓRICO
Veja a inauguração e o primeiro gol do Beira-Rio.
Registro em vídeo da inauguração do estádio e do primeiro gol de Claudiomiro, um documento precioso para dar movimento a esta parte da história colorada.
O Internacional havia começado sua história sessenta anos antes em um porão. Agora possuía um Gigante às margens do Guaíba.
04
1913–2025
UMA HISTÓRIA ESCRITA EM TAÇAS.
Primeiro Porto Alegre. Depois o Rio Grande do Sul. Depois o Brasil. A América. O mundo. Esta linha do tempo não substitui a lista completa de conquistas, mas mostra os marcos que mudaram o tamanho do Internacional.
1913
Campeonato Citadino
Primeiro título da história
1927
Campeonato Gaúcho
Primeiro título estadual
1945
Hexa Gaúcho
Primeiro hexacampeão do estado
1969
Campeonato Gaúcho
Começa o octa consecutivo
1975
Campeonato Brasileiro
Primeiro clube gaúcho campeão do Brasil
1976
Campeonato Brasileiro
Bicampeonato nacional
1979
Campeonato Brasileiro
Campeão invicto
1992
Copa do Brasil
Célio Silva decide no fim
2006
Libertadores
A América pela primeira vez
2006
Mundial FIFA
Barcelona 0 × 1 Internacional
2007
Recopa Sul-Americana
Primeira Recopa
2008
Copa Sul-Americana
Campeão invicto
2009
Copa Suruga Bank
Uma conquista no Japão no ano do centenário
2010
Libertadores
Bicampeão da América
2011
Recopa Sul-Americana
Segunda Recopa
2025
Campeonato Gaúcho
46º Gauchão, invicto
46Gauchões até 2025
3Brasileiros
2Libertadores
1Mundial FIFA
05
ONZE CONQUISTAS
PARA A ETERNIDADE.
01
1975 · CAMPEONATO BRASILEIRO
O Gol Iluminado
Valdomiro cobrou a falta. Figueroa subiu. Um facho de sol atravessou a sombra do Beira-Rio. Cabeçada. Inter 1 a 0 Cruzeiro. O primeiro título brasileiro do clube e do Rio Grande do Sul.
30 jogos19 vitórias12 gols sofridos
1975: o primeiro BrasilO time de Figueroa, Falcão, Carpegiani, Valdomiro e companhia colocou o Rio Grande do Sul no topo do futebol nacional.
Ver a ficha da decisão — 1975 — Campeonato Brasileiro
1975 — Campeonato Brasileiro
Final em jogo único: Internacional campeão com vitória por 1 a 0.
Fontes consultadas: ge, “Gol iluminado: Inter divulga vídeo e celebra 38 anos do seu 1º Brasileiro” (14/12/2013); Hoje em Dia, “Há 40 anos nascia a rivalidade entre Cruzeiro e Internacional” (14/12/2015). Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
02
1976 · CAMPEONATO BRASILEIRO
O Brasil, outra vez vermelho
Dario abriu o placar. Valdomiro ampliou. Em 12 de dezembro de 1976, o Beira-Rio voltou a celebrar um título brasileiro: 2 a 0 sobre o Corinthians, na final em jogo único. O time de Rubens Minelli confirmou o bicampeonato consecutivo e consolidou a força da geração de Manga, Figueroa e Falcão.
Antes da taça, houve a semifinal contra o Atlético-MG: a tabela de cabeça entre Escurinho e Falcão terminou no gol da virada colorada. Na decisão, Dario e Valdomiro deram o desfecho à campanha. O segundo Brasileiro uniu a qualidade coletiva daquela equipe à capacidade de decidir nos momentos mais difíceis.
1976: o bicampeonato nacionalUma geração que fez do Beira-Rio o palco de duas conquistas brasileiras consecutivas. A imagem ilustra a equipe da época; os titulares da final estão na ficha.
Ver a ficha da decisão — 1976 — Campeonato Brasileiro
1976 — Campeonato Brasileiro
Final em jogo único. Internacional bicampeão brasileiro com vitória por 2 a 0.
Fontes consultadas: Internacional, “Tri Nacional” e “Templo Sagrado”; Bola N@ Área, Campeonato Brasileiro de 1976 — fase final. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
03
1979 · CAMPEONATO BRASILEIRO
O time que nunca perdeu
23 jogos, 16 vitórias, sete empates e nenhuma derrota. Falcão, Batista, Jair, Mário Sérgio, Valdomiro e companhia atravessaram o campeonato inteiro sem cair uma única vez.
23 jogos0 derrotas40 gols
1979: invicto para sempreA equipe tricampeã brasileira transformou a regularidade em lenda.
Ver a ficha da decisão — 1979 — Campeonato Brasileiro
1979 — Campeonato Brasileiro
Duas vitórias na final: 4 a 1 na soma dos placares. O Inter encerrou a campanha invicto, com 16 vitórias e sete empates.
Leão; Orlando, Gaúcho, Ivan, Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto, Paulinho; Catinha, Roberto Dinamite, Wilsinho.
Técnico: Oto Glória.
Melhores momentos da volta contra o Vasco
Fontes consultadas: Internacional, “Tricampeão brasileiro — 1979”; Terceiro Tempo, “De forma invicta, Inter conquistava o tri do Brasileiro há 46 anos” (23/12/2025); Arquivos do Futebol, “Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro de 1979” (29/03/2011). Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
04
1992 · COPA DO BRASIL
O título da resistência
Corinthians, Grêmio, Palmeiras e Fluminense ficaram pelo caminho. Nos minutos finais da decisão, Célio Silva converteu o pênalti que devolveu uma grande taça nacional ao Beira-Rio.
1992: o Beira-Rio voltou a explodirDepois de um período sem taças nacionais, o Inter encontrou um título de pura superação.
Ver a ficha da decisão — 1992 — Copa do Brasil
1992 — Copa do Brasil
Empate por 2 a 2 na soma dos placares. O Inter foi campeão pelo critério de gol marcado fora de casa, previsto no regulamento daquela edição.
Ida · 10/12/1992
Fluminense 2 × 1 Internacional
Estádio: Laranjeiras · Rio de Janeiro, Brasil
Gols: Fluminense: Wagner e Ézio. Internacional: Caíco.
Fontes consultadas: CBF, “Internacional, o campeão da Copa do Brasil 1992”; Ficha do Jogo, “Campanha do Inter na Copa do Brasil de 1992”; ge, “Drama, fé e gol: Inter vence em 1992 com pênalti que ninguém quis bater” (13/12/2012). Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
05
2006 · LIBERTADORES
A América finalmente era vermelha
Sobis marcou duas vezes no Morumbi. No Beira-Rio, Fernandão e Tinga fizeram os gols. Depois de 97 anos, o Internacional levantava sua primeira Libertadores.
2006: a espera acabouA primeira Libertadores colorada consagrou uma geração que mudou para sempre o patamar internacional do clube.
Ver a ficha da decisão — 2006 — Libertadores
2006 — Libertadores
Internacional campeão por 4 a 3 na soma dos placares: vitória no Morumbi e empate no Beira-Rio.
Ida · 09/08/2006
São Paulo 1 × 2 Internacional
Estádio: Morumbi · São Paulo, Brasil
Gols: São Paulo: Edcarlos. Internacional: Rafael Sobis (2).
Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Libertadores da América”; RSSSF, “Copa Libertadores de América 2006”, fichas das finais; São Paulo FC, “Empate castiga o São Paulo no Beira-Rio” (16/08/2006). Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
06
17.12.2006 · YOKOHAMA
O Mundo Ficou Vermelho
82 minutos. Iarley escapou de Puyol. Gabiru atacou o espaço. Passe. Finalização. Gol. Barcelona 0, Internacional 1.
BARCELONA0 × 1INTERNACIONAL
Yokohama para a eternidadeFernandão, Clemer, Índio, Iarley, Gabiru e companhia transformaram uma tarde no Japão em patrimônio emocional de toda uma geração.
Ver a ficha da decisão — 2006 — Mundial de Clubes
2006 — Mundial de Clubes
Final em jogo único. Adriano Gabiru entrou no segundo tempo e marcou o gol do título mundial.
Final · 17/12/2006
Internacional 1 × 0 Barcelona
Estádio: Estádio Internacional de Yokohama · Yokohama, Japão
Víctor Valdés; Zambrotta, Rafael Márquez, Puyol, Van Bronckhorst; Thiago Motta, Iniesta, Deco; Giuly, Gudjohnsen, Ronaldinho.
Técnico: Frank Rijkaard.
Internacional × Barcelona — vídeo da FIFA
Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Copa do Mundo de Clubes FIFA no Japão”; FC Barcelona Players, ficha de Internacional × Barcelona, 17/12/2006; FIFA, vídeo da final. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
07
2007 · RECOPA SUL-AMERICANA
A noite da Tríplice Coroa
A Libertadores e o Mundial de 2006 ganharam companhia. Depois da derrota por 2 a 1 no México, o Inter recebeu o Pachuca e venceu por 4 a 0. Alex, Pinga, Alexandre Pato e um gol contra de Mosquera transformaram a volta, em 7 de junho de 2007, em festa no Beira-Rio.
A Recopa reuniu os campeões da Libertadores e da Sul-Americana da temporada anterior. Sob o comando de Alexandre Gallo, o Colorado reverteu a desvantagem e completou a sequência celebrada pelo clube como Tríplice Coroa Intercontinental: Libertadores, Mundial e Recopa.
2007: mais uma taça para a geração de 2006A comemoração da primeira Recopa coroou a sequência de conquistas internacionais iniciada no ano anterior.
Ver a ficha da decisão — 2007 — Recopa Sul-Americana
2007 — Recopa Sul-Americana
Internacional campeão por 5 a 2 na soma dos placares. A derrota na ida foi revertida com goleada no Beira-Rio.
Ida · 31/05/2007
Pachuca 2 × 1 Internacional
Estádio: Hidalgo · Pachuca, México
Gols: Christian Giménez (2, Pachuca); Alexandre Pato (Internacional).
Miguel Calero; Paul Aguilar, Leobardo López, Aquivaldo Mosquera, Fausto Pinto; Fernando Salazar, Jaime Correa, Gabriel Caballero, Damián Álvarez; Christian Giménez, Luis Landín.
Técnico: Enrique Meza.
Volta · 07/06/2007
Internacional 4 × 0 Pachuca
Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil
Gols: Alex (pênalti), Pinga, Alexandre Pato e Aquivaldo Mosquera (contra), para o Internacional.
Miguel Calero; Aquivaldo Mosquera, Leobardo López, Fausto Pinto; Marvin Cabrera, Jaime Correa, Gabriel Caballero, Andrés Chitiva, Fernando Salazar; Christian Giménez, Juan Carlos Cacho.
Técnico: Enrique Meza.
Jogo completo da volta contra o Pachuca
Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Recopa Sul-Americana — 2007”; ge, “Inter não resiste à pressão e cai no México” e “Inter conquista a Tríplice Coroa”; RSSSF, fichas da Recopa disputada em 2007. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
08
2008 · COPA SUL-AMERICANA
Campeão de Tudo
Uma campanha invicta que começou em Gre-Nal, passou por Boca Juniors e Chivas e terminou aos 113 minutos contra o Estudiantes. Nilmar marcou o gol da taça.
2008: o título que consagrou o Campeão de TudoNilmar virou símbolo de uma campanha invicta que levou o Inter ao topo de todas as principais conquistas possíveis para um clube brasileiro.
Ver a ficha da decisão — 2008 — Copa Sul-Americana
2008 — Copa Sul-Americana
Internacional campeão por 2 a 1 na soma dos placares, após prorrogação na volta. No Beira-Rio, o tempo normal terminou 0 a 1; Nilmar empatou na prorrogação.
Mariano Andújar; Marcos Angeleri, Agustín Alayes, Leandro Desábato, Juan Manuel Díaz; Diego Galván, Matías Sánchez, Juan Sebastián Verón, Leandro Benítez; Juan Manuel Salgueiro, Mauro Boselli.
Fontes consultadas: RSSSF, “Copa Sudamericana 2008”, fichas das finais; Lance!, “Conquista da Sul-Americana de 2008 pelo Inter completa quatro anos” (03/12/2012); CONMEBOL, vídeo da final. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
09
2009 · COPA SURUGA BANK
O centenário também teve taça no Japão
Campeão da Sul-Americana de 2008, o Inter voltou ao Japão para enfrentar o Oita Trinita, vencedor da Copa da Liga Japonesa. Em 5 de agosto de 2009, Alecsandro e Andrezinho marcaram na vitória por 2 a 1. Mais uma conquista internacional no ano em que o clube completava cem anos.
Disputada em jogo único, a Suruga aproximava os campeões de duas competições de continentes diferentes. A equipe de Tite abriu dois gols de vantagem no segundo tempo, sofreu o desconto de Higashi e sustentou o resultado em Oita. O título prolongou a sequência de temporadas com conquistas internacionais coloradas.
2009: o troféu do centenário em OitaA festa da Copa Suruga Bank acrescentou uma nova conquista no Japão à história do Internacional.
Ver a ficha da decisão — 2009 — Copa Suruga Bank
2009 — Copa Suruga Bank
Final em jogo único entre os campeões da Sul-Americana e da Copa da Liga Japonesa de 2008. Internacional campeão com vitória por 2 a 1.
Final · 05/08/2009
Oita Trinita 1 × 2 Internacional
Estádio: Kyushu Sekiyu Dome (Big Eye) · Oita, Japão
Gols: Alecsandro e Andrezinho (Internacional); Keigo Higashi (Oita Trinita).
Gols da final contra o Oita Trinita · narração em espanhol
Fontes consultadas: CONMEBOL, “Independiente em busca da Copa Suruga Bank”; Internacional, “Campeão da Copa Suruga Bank, no Japão — 2009”; RSSSF, Suruga Bank Championship, edição de 2009. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
10
2010 · LIBERTADORES
A América outra vez
Giuliano apareceu quando o jogo mais precisava. Estudiantes, São Paulo e Chivas ficaram pelo caminho. Quatro anos após a primeira, a Libertadores voltou ao Beira-Rio.
2010: a América voltou ao Beira-RioCom Giuliano, D'Alessandro, Bolívar, Kleber e companhia, o Inter ergueu novamente a principal taça do continente.
Ver a ficha da decisão — 2010 — Libertadores
2010 — Libertadores
Internacional bicampeão com duas vitórias: 5 a 3 na soma dos placares.
Ida · 11/08/2010
Chivas 1 × 2 Internacional
Estádio: Omnilife · Zapopan, México
Gols: Chivas: Adolfo Bautista. Internacional: Giuliano e Bolívar.
Luis Michel; Jonny Magallón, Mario de Luna, Héctor Reynoso, Miguel Ponce; Édgar Mejía, Xavier Báez, Marco Fabián, Adolfo Bautista; Omar Arellano, Omar Bravo.
Técnico: José Luis Real.
Volta · 18/08/2010
Internacional 3 × 2 Chivas
Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil
Gols: Internacional: Rafael Sobis, Leandro Damião e Giuliano. Chivas: Marco Fabián e Patricio Araujo*.
Luis Michel; Jonny Magallón, Mario de Luna, Héctor Reynoso, Miguel Ponce; Patricio Araujo, Xavier Báez, Marco Fabián, Adolfo Bautista; Omar Arellano, Omar Bravo.
Técnico: José Luis Real.
* O Inter atribui o segundo gol do Chivas a Patricio Araujo. O relato do Chivas e a RSSSF registram Omar Bravo; há divergência entre as fontes consultadas.
A partida completa da volta contra o Chivas
Fontes consultadas: Internacional, “Bicampeão da Libertadores da América”; AFP/UOL, ficha da ida (11/08/2010); Chivas, “Internacional 3-2 Guadalajara” (18/08/2010); RSSSF, “Copa Libertadores de América 2010”. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
11
2011 · RECOPA SUL-AMERICANA
A América viu o Inter levantar outra taça
Leandro Damião marcou duas vezes. O Independiente descontou e manteve a decisão aberta, até Kleber converter o pênalti que fechou o 3 a 1. Em 24 de agosto de 2011, o Beira-Rio comemorou o segundo título colorado da Recopa Sul-Americana.
A Libertadores de 2010 levou o Inter ao confronto com o campeão da Sul-Americana. Após perder por 2 a 1 em Avellaneda, com Osmar Loss no comando, a equipe disputou a volta já dirigida por Dorival Júnior. A vitória em Porto Alegre garantiu 4 a 3 no agregado e colocou Damião e Kleber entre os protagonistas da conquista.
2011: a segunda RecopaO grupo colorado no Beira-Rio para a decisão que confirmou o bicampeonato da competição.
Ver a ficha da decisão — 2011 — Recopa Sul-Americana
2011 — Recopa Sul-Americana
Internacional bicampeão da Recopa por 4 a 3 na soma dos placares. Leandro Damião marcou três gols nos dois jogos.
Ida · 10/08/2011
Independiente 2 × 1 Internacional
Estádio: Libertadores de América · Avellaneda, Argentina
Gols: Maximiliano Velázquez e Marco Pérez (Independiente); Leandro Damião (Internacional).
Hilario Navarro; Eduardo Tuzzio, Julián Velázquez, Gabriel Milito, Maximiliano Velázquez; Hernán Fredes, Cristian Pellerano, Iván Pérez, Osmar Ferreyra; Marco Pérez, Facundo Parra.
Técnico: Antonio Mohamed.
Jogo completo da volta contra o Independiente
Fontes consultadas: Internacional, “Bicampeão da Recopa Sul-Americana — 2011”; ge, coberturas de Independiente × Internacional (10/08/2011) e Internacional × Independiente (24/08/2011); RSSSF, fichas da Recopa disputada em 2011. Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.
06
1909–2025 · GRE-NAIS
UM CLÁSSICO. GERAÇÕES DE HISTÓRIAS.
Há jogos que valem uma taça. Outros marcam a chegada de um ídolo ou deixam um placar que atravessa gerações. Oito Gre-Nais ajudam a contar essa história pelo olhar colorado.
· Amistoso
O primeiro encontro
Grêmio10 × 0Internacional
Baixada · Porto Alegre
O que estava em disputa
O Internacional, fundado em abril daquele ano, disputava seu primeiro clássico. O encontro ainda era amistoso, sem uma taça em jogo.
Por que ficou na memória
A derrota marca o ponto de partida da rivalidade. Voltar a esse jogo ajuda a entender a distância que o clube percorreu entre seus primeiros meses e as conquistas das décadas seguintes.
Fonte: Inter, Lista de todos os Gre-Nais, registro nº 1.
· Campeonato Citadino de Porto Alegre
Sete gols na casa do rival
Grêmio0 × 7Internacional
Baixada · Porto Alegre
O que estava em disputa
O clássico valia pelo campeonato da cidade, durante a época do Rolo Compressor.
Por que ficou na memória
Vilalba marcou quatro vezes, Carlitos fez dois e Roberto completou o placar. A maior goleada colorada em Gre-Nais tornou-se um dos resultados mais lembrados daquela geração.
Fonte: Inter, Lista de todos os Gre-Nais, registro nº 104.
· Festividades de inauguração do estádio
Larry e o primeiro clássico do Olímpico
Grêmio2 × 6Internacional
Olímpico · Porto Alegre
O que estava em disputa
O Olímpico havia aberto uma semana antes, contra o Nacional do Uruguai. O Inter foi o adversário do primeiro Gre-Nal da nova casa, dentro das comemorações de inauguração.
Por que ficou na memória
Larry fez quatro gols; Jerônimo e Canhotinho marcaram os outros dois. O resultado associou a estreia da rivalidade naquele estádio a uma das grandes atuações do ataque colorado dos anos 1950.
Fonte: GZH, entrevista de Larry a Mauricio Tonetto, republicada em 06/05/2016; Inter, registro nº 135.
· Brasileirão de 1988 · volta da semifinal
O Gre-Nal do Século
Internacional2 × 1Grêmio
Beira-Rio · Porto Alegre
O que estava em disputa
Estava em disputa a vaga na final do Campeonato Brasileiro de 1988, cuja fase decisiva avançou pelo ano seguinte. A ida, no Olímpico, terminara em 0 a 0.
Por que ficou na memória
O Inter chegou ao intervalo perdendo e com Casemiro expulso. Abel Braga colocou Diego Aguirre no lugar de Leomir, e Nilson marcou duas vezes na etapa final. A virada com dez jogadores levou o Colorado à decisão e deu ao clássico um lugar especial na memória do Beira-Rio.
Fonte: Inter, Templo Sagrado, seção “Endereço do maior dos Gre-Nais”.
· Campeonato Brasileiro
A tarde de Fabiano
Grêmio2 × 5Internacional
Olímpico · Porto Alegre
O que estava em disputa
O Inter defendia a liderança invicta do Brasileirão. A partida valia pontos na competição nacional e colocava essa campanha à prova no campo do rival.
Por que ficou na memória
Fabiano fez dois gols e participou diretamente da goleada; Christian, Sandoval e Marcelo completaram os cinco. A vitória reforçou a liderança colorada e transformou o atacante em uma referência quando a torcida recorda os grandes Gre-Nais.
Fonte: Folha de S.Paulo, “Inter goleia rival e lidera disparado” (25/08/1997); Inter, perfil de Fabiano e registro nº 335.
· Campeonato Brasileiro
Uma estreia e o gol mil
Internacional2 × 0Grêmio
Beira-Rio · Porto Alegre
O que estava em disputa
O clássico valia pelo Brasileirão e também marcava a primeira partida de Fernandão pelo Internacional. Ele começou no banco e entrou durante o jogo.
Por que ficou na memória
Depois de Vinícius abrir o placar, Fernandão cabeceou um cruzamento de Elder Granja e marcou o gol reconhecido como o milésimo da história dos Gre-Nais. A estreia ficou ligada ao início da trajetória do futuro capitão das conquistas de 2006.
Fonte: SporTV, “Na Memória: Fernandão estreia com gol 1000 e Inter vence rival em 2004” (10/08/2014).
· Campeonato Gaúcho · volta da final
O tetra veio com goleada
Internacional4 × 1Grêmio
Centenário · Caxias do Sul
O que estava em disputa
O Inter chegava à finalíssima com a vantagem da vitória por 2 a 1 na Arena. Em Caxias do Sul, buscava o quarto título estadual consecutivo.
Por que ficou na memória
D’Alessandro, Alex duas vezes e Alan Patrick marcaram os gols colorados. O 4 a 1 confirmou o tetra e fechou a decisão em 6 a 2 na soma dos placares. A lembrança reúne a atuação dos meias e a taça erguida diante do maior rival.
Fonte: Terra, “Inter atropela Grêmio com 4 gols e conquista tetra do Gaúcho” (13/04/2014).
· Campeonato Gaúcho · volta da final
A taça de volta ao Beira-Rio
Internacional1 × 1Grêmio
Beira-Rio · Porto Alegre
O que estava em disputa
O Inter defendia a vantagem de 2 a 0 conquistada na Arena em 8 de março, com gols de Carbonero e Alan Patrick. Faltava confirmar o título diante da própria torcida.
Por que ficou na memória
Enner Valencia marcou no empate que garantiu 3 a 1 na soma dos placares. O Colorado conquistou seu 46º Gauchão, de forma invicta, e encerrou a edição de 2025 com uma decisão de Gre-Nal incorporada à sua história.
Fonte: Inter, “Campeão Gaúcho — 2025”, relatos dos dois jogos da final.
Seleção editorial de partidas do futebol masculino, com recorte até 2025. Datas, competições e placares foram confrontados com os registros do Internacional e as fontes identificadas em cada relato. Revisão: 30/09/2026.
07
OS IMORTAIS DE VERMELHO
ALGUMAS CAMISAS NUNCA SÃO PENDURADAS.
Não é ranking. É uma galeria. Diferentes épocas produziram diferentes maneiras de ser ídolo.
01
1939–1949
TESOURINHA
Drible
178 gols no levantamento do Arquivo Histórico. O primeiro colorado convocado para a Seleção Brasileira.
02
1938–1951
CARLITOS
Gol
Maior goleador histórico do clube pelos diferentes critérios e recordista do Gre-Nal com 42 gols.
03
1954–1961
LARRY
Inteligência
Quatro gols no primeiro Gre-Nal do Olímpico, em 1954.
04
1951–1958
BODINHO
Potência
233 gols pelo levantamento do Arquivo Histórico.
05
1971–1977
FIGUEROA
Autoridade
Bicampeão brasileiro e autor do Gol Iluminado.
06
1973–1980
FALCÃO
Genialidade
Tricampeão brasileiro. O Rei de Roma nasceu no Celeiro.
07
1968–1982
VALDOMIRO
Longevidade
803 jogos. Ninguém vestiu mais vezes a camisa colorada.
08
1974–1976
MANGA
Segurança
Goleiro dos títulos brasileiros de 1975 e 1976.
09
ANOS 70–80
BATISTA
Equilíbrio
O pulmão da Academia do Povo. Tricampeão brasileiro.
10
ANOS 80
DUNGA
Liderança
Do Celeiro de Ases à faixa de capitão do Brasil campeão mundial.
11
1985–1990
TAFFAREL
Formação
Antes do mundo conhecê-lo em 1994, o Beira-Rio já sabia.
12
2004–2008
FERNANDÃO
Capitão
190 jogos, 77 gols e a braçadeira na Libertadores e no Mundial de 2006.
13
2002–2009
CLEMER
Confiança
Goleiro da Libertadores, do Mundial e da Sul-Americana.
14
2005–2012
TINGA
Entrega
Gol na final de 2006 e bicampeão da Libertadores pelo Inter.
15
2004–2019
RAFAEL SOBIS
Decisão
Gols em finais das Libertadores de 2006 e 2010.
16
2005–2014
ÍNDIO
Resistência
391 jogos, 33 gols e 15 títulos registrados pelo clube.
17
2005–2008
IARLEY
O passe
Cinco segundos de Yokohama que mudaram tudo.
18
2008–2022
D’ALESSANDRO
Identificação
529 jogos, 97 gols e 13 títulos no registro atual do clube.
* Estatísticas de atletas das primeiras décadas podem variar conforme a fonte e o critério adotado, especialmente pela inclusão ou não de amistosos, torneios e partidas não oficiais. Sempre que possível, este almanaque prioriza os registros do Arquivo Histórico do Sport Club Internacional e fontes históricas reconhecidas.
08
ALMANAQUE COLORADO
RECORDES, CURIOSIDADES E NÚMEROS.
803
JOGOS
Valdomiro é o jogador que mais vestiu a camisa do Internacional.
326
GOLS
Carlitos lidera o levantamento revisado do Arquivo Histórico. A contagem tradicional do clube chega a 485.
42
GOLS EM GRE-NAIS
Carlitos é o maior artilheiro da história do clássico.
7×0
MAIOR GRE-NAL COLORADO
17 de setembro de 1948. Vilalba marcou quatro vezes.
16×0
MAIOR GOLEADA
Internacional sobre o Nacional, em 11 de agosto de 1912.
46
GAUCHÕES
Total alcançado com o título invicto de 2025.
8
SEGUIDOS
Gauchões consecutivos de 1969 a 1976.
23
JOGOS · 0 DERROTAS
A campanha invicta do Campeonato Brasileiro de 1979.
39
JOGOS INVICTO
Sequência alcançada em 1984.
106.554
PAGANTES
Maior público pagante registrado no Beira-Rio, em Seleção Gaúcha x Seleção Brasileira, em 1972.
♫
O hino nasceu de uma derrota
Nelson Silva atribuiu a inspiração de Celeiro de Ases à frustração com uma derrota para o Aimoré. O capítulo do hino apresenta as versões sobre a data e o placar dessa partida.
♞
O Saci chegou antes do estatuto
O personagem já fazia parte do imaginário colorado havia décadas quando foi formalmente incluído no estatuto como mascote oficial, em 2016.
★
O escudo ganhou estrelas
Brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial foram sendo representados sobre o distintivo até a simplificação adotada posteriormente.
⚽︎
Duas casas em Copas do Mundo
Os Eucaliptos receberam jogos da Copa de 1950. O Beira-Rio recebeu cinco partidas em 2014.
* Os números e estatísticas apresentados neste capítulo foram conferidos em registros oficiais, arquivos históricos e fontes especializadas. Em alguns casos, especialmente envolvendo jogadores e partidas das primeiras décadas do século XX, os totais podem variar conforme o critério adotado.
09
1957 · HINO COLORADO
A HISTÓRIA GANHOU VOZ.
Há histórias que a gente lê. Outras, a torcida inteira canta. No Internacional, essa voz tem nome: Celeiro de Ases.
A ORIGEM DO HINO
Da frustração nasceu uma canção de amor ao Inter.
No depoimento publicado pelo Jornal do Inter em 1975, Nelson Silva contou que escreveu e musicou o hino na Rádio Farroupilha, enquanto esperava sua noiva, Ieda. A inspiração veio da frustração com uma derrota para o Aimoré. O compositor situou a lembrança em 1957; a identificação da partida, porém, é discutida nas fontes.
Segundo o relato do compositor preservado pelo clube, a canção surgiu em cerca de meia hora. O nome Celeiro de Ases fazia referência ao Rolo Compressor.
O COMPOSITOR
Um carioca que se tornou colorado.
Nascido no Rio de Janeiro em 1916, Nelson Silva chegou a Porto Alegre em 1943, em viagem com o grupo Águias da Meia-Noite, e decidiu ficar. Trabalhou na Rádio Farroupilha e na TV Piratini. Segundo o Arquivo Histórico do Inter, a acolhida da comunidade negra pelo clube contribuiu para sua identificação com o Colorado.
A ESCOLHA DA TORCIDA
Uma música que conquistou seu lugar.
A música ganhou ouvintes no rádio, em bares e serestas. O Arquivo Histórico registra que Nelson não se inscreveu oficialmente no concurso e presenteou o clube com a composição. Já seu filho Turiassu, entrevistado pela GZH em 2023, contou que um colega teria inscrito a música e que o pai recebeu um telegrama anunciando a vitória. São versões diferentes sobre o caminho até a adoção do hino.
MEMÓRIA E REGISTROS
Qual foi o jogo que inspirou o hino?
A versão publicada pelo clube menciona 3 a 0 para o Aimoré em 1957. A reportagem de Rafael Diverio, na GZH de 25 de fevereiro de 2023, aponta um amistoso de 1956, encerrado em 3 a 1, e informa que a revisão foi confrontada com os arquivos colorados. Por isso, este almanaque apresenta 1957 como a data tradicional divulgada pelo Inter, sem tratar o ano e o placar do jogo inspirador como consenso.
PATRIMÔNIO DOCUMENTAL
Uma história preservada em papel.
Em 2017, o Arquivo Histórico reuniu referências à partitura, ao documento de cessão dos direitos autorais, a um visto da Censura Federal de 1975 e a material do Departamento de Cooperação e Propaganda. Esses registros ajudam a acompanhar a trajetória pública da composição. A data de um documento posterior não deve ser confundida com a data em que a música nasceu.
A LETRA DO HINO
Celeiro de Ases
Letra e música: Nelson Silva · 1957, conforme a história publicada pelo clube
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
É teu passado alvirrubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul
PARA ENTENDER A LETRA
As palavras que a torcida canta.
Uma leitura comentada do Som Colorado.
De um lugar para o mundo.
“Desporto” significa esporte; “plagas” são terras ou regiões. A abertura celebra o clube e imagina seus feitos sendo conhecidos longe de casa.
Passado, presente e amanhã.
“Alvirrubro” reúne o branco e o vermelho. “Radioso” evoca brilho; “varonil”, no vocabulário da época, sugere vigor. Os versos ligam memória, emoções do presente e esperança no futuro.
Um celeiro de talentos.
“Ases” são pessoas de grande habilidade. A imagem do celeiro sugere abundância de talentos; a dos astros aproxima os jogadores das estrelas. A história publicada pelo clube relaciona o título ao Rolo Compressor.
A torcida dentro da canção.
A letra termina nomeando o Clube do Povo e seu lugar de origem. Nesta leitura, o encerramento transforma o elogio aos jogadores em uma declaração coletiva de pertencimento.
Fontes consultadas: Sport Club Internacional, “Hino do Inter” (com depoimento ao Jornal do Inter de 15/11/1975); Arquivo Histórico do SCI, “Hino do Inter completa 60 anos da sua criação”, Memória do Inter, 21/11/2017; Rafael Diverio, reportagem sobre a origem do hino, GZH, 25/02/2023. Revisão editorial: 30/09/2026. A leitura comentada da letra é uma interpretação do Som Colorado.
EPÍLOGO
A HISTÓRIA CONTINUA.
Em 1909 não havia Beira-Rio, Libertadores, Mundial ou um século de lembranças. Havia apenas gente reunida em torno de uma ideia.
Depois vieram campos, estádios, derrotas, goleadas, títulos, ídolos, pais, filhos, avós e netos. Gerações que nunca se conheceram passaram a cantar pelo mesmo clube.
Este almanaque termina em 2025 apenas porque todo livro precisa parar em alguma página.