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EDIÇÃO DIGITAL · 1909 → 2025

ALMANAQUE
COLORADO

Uma história que começou em um porão, atravessou a Ilhota, ergueu um estádio sobre as águas, conquistou o Brasil, a América e o mundo.

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UMA PRODUÇÃO SOM COLORADO
SPORT CLUB INTERNACIONALHISTÓRIA · MEMÓRIA · PAIXÃO

01

1909–1913

A SEMENTE
DO POVO.

No início do século XX, Porto Alegre começava a descobrir uma nova paixão. O futebol crescia, mas ainda circulava dentro de ambientes relativamente restritos. Foi nesse cenário que Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe ajudaram a criar algo diferente.

Em 4 de abril de 1909, aproximadamente quarenta pessoas reuniram-se no porão da casa da família Seferin, na antiga Rua da Redenção. Daquela reunião nasceu o Sport Club Internacional.

04ABRIL1909Porto Alegre · RS

OS IRMÃOS POPPE

Três rostos na origem de uma história centenária.

Retratos restaurados digitalmente a partir de registros históricos de baixa resolução.

Retrato restaurado de Henrique Poppe Leão
Henrique Poppe LeãoFundador · presidente do Inter em 1910
Retrato restaurado de José Eduardo Poppe
José Eduardo PoppeUm dos três irmãos ligados à fundação
Retrato restaurado de Luiz Madeira Poppe
Luiz Madeira PoppeUm dos três irmãos ligados à fundação

“Internacional” não representava uma única nacionalidade. O nome carregava a ideia de reunir pessoas de diferentes origens sob a mesma camisa.

Registro histórico de uma antiga entrada do Sport Club Internacional
Uma porta para a memóriaRegistro histórico de uma antiga entrada ligada ao Sport Club Internacional.
Recorte histórico de jornal sobre o Sport Club Internacional
A história também ficou no papelRecorte histórico de jornal relacionado aos primeiros anos do clube.
Imagem histórica do primeiro distintivo do Internacional

1909–1959

O primeiro distintivo

O monograma SCI em vermelho sobre fundo branco representa o primeiro distintivo do clube, utilizado nos anos iniciais da história colorada.

IDENTIDADE

O dia em que o Inter quase foi verde

Na escolha das cores, o vermelho e branco dos Venezianos disputou espaço com o verde e branco ligado aos Esmeraldinos. Em 11 de abril de 1909, venceu o vermelho. O destino cromático do clube estava definido.

PRIMEIROS PASSOS

Ilhota, Várzea e Eucaliptos

Os primeiros treinos ocorreram na região da Ilhota. Em 1910, o clube passou a utilizar o Campo da Várzea. Dois anos depois alugou a Chácara dos Eucaliptos, seu primeiro campo de jogos exclusivo.

18.07.1909

O primeiro Gre-Nal

O jovem Internacional enfrentou um Grêmio já mais estruturado e perdeu por 10 a 0. A derrota seria brutal, mas não definitiva. A rivalidade que marcaria o futebol gaúcho acabava de nascer.

10.10.1909

O primeiro grito

Benjamin Constant Idiart Vignoles marcou duas vezes contra o Militar. Inter 2 a 1. Eram os primeiros gols e a primeira vitória da história colorada.

1913

A PRIMEIRA TAÇA

Quatro anos depois da fundação, o Internacional conquistava Porto Alegre.

O Campeonato Citadino de 1913 foi o primeiro título do clube e abriu uma sequência de cinco conquistas metropolitanas consecutivas, entre 1913 e 1917.

02

1920–1950

O CLUBE
DO POVO.

Um clube pode nascer em um dia. Uma identidade, não. Aquilo que décadas mais tarde faria milhares de pessoas chamarem o Internacional de Clube do Povo foi construído aos poucos, com avanços, contradições, arquibancadas populares e jogadores que ajudaram a romper barreiras do futebol de seu tempo.

LIGA DA CANELA PRETA

Um futebol que existia apesar das portas fechadas

Em uma Porto Alegre marcada pela segregação racial e social, jogadores negros organizaram clubes e competições próprias. A chamada Liga da Canela Preta se tornou símbolo desse universo. O Internacional não nasceu em 1909 com integração racial plena; sua abertura ocorreu progressivamente.

Dirceu Alves, contratado em 1925 e estreante no time principal em 1928, é reconhecido pelo clube como o primeiro jogador negro oficialmente incorporado ao elenco colorado. Depois vieram outros nomes, até que atletas negros passaram a ocupar papel central na equipe mais vencedora do estado.

1927Primeiro Gauchão
1931Estádio dos Eucaliptos
8Gauchões entre 1940 e 1948
1940

ROLO COMPRESSOR

Um apelido que não precisava de explicação.

TESOURINHACARLITOSABIGAILNENAÁVILAVILLALBA
Formação histórica do Rolo Compressor
1940–48ROLO
COMPRESSOR
A máquina colorada dos anos 1940Formação histórica do Rolo Compressor. A década teve oito títulos gaúchos em nove edições disputadas entre 1940 e 1948.

TESOURINHA

Da Ilhota para a Seleção Brasileira

Osmar Fortes Barcellos cresceu nos arredores da Ilhota e estreou pelo Inter em 1939. Driblador, rápido e imprevisível, tornou-se peça fundamental do Rolo Compressor e o primeiro jogador colorado convocado para a Seleção Brasileira.

CARLITOS

Gol como rotina

Alberto Zolim Filho passou toda a carreira profissional no Internacional. É o maior goleador histórico do clube pelos diferentes critérios de contagem e também o maior artilheiro da história dos Gre-Nais, com 42 gols.

ABIGAIL

Força no coração do time

Integrante da célebre linha média, Abigail simbolizava um Internacional que transformava diversidade de origem em força esportiva e consolidava a presença de jogadores negros em papéis centrais.

1940–1948

Oito em nove

O Inter conquistou oito Campeonatos Gaúchos em nove edições. Em 1945 tornou-se o primeiro clube do estado a alcançar seis títulos consecutivos.

Registro histórico das arquibancadas do Estádio dos Eucaliptos
Os Eucaliptos lotadosRegistro histórico da antiga casa colorada, palco da hegemonia dos anos 1940 e da Copa do Mundo de 1950.

1945

HEXA

O primeiro hexacampeão do Rio Grande do Sul.

Seis estaduais consecutivos, de 1940 a 1945. O Rolo Compressor já não era apenas um grande time: havia virado uma época inteira.

1950

DO ROLO AO ROLINHO

Larry, Bodinho, Chinesinho e Teté mantiveram a engrenagem funcionando.

LARRYO camisa 9 cerebral

No primeiro Gre-Nal do Olímpico, em 1954, marcou quatro vezes na vitória colorada por 6 a 2.

BODINHOCabeça de artilheiro

No Gauchão de 1955, marcou 25 gols em apenas 18 partidas.

Quando os Eucaliptos começaram a ficar pequenos, o Internacional já tinha mais do que títulos. Tinha torcida, símbolos, memória e uma identidade popular consolidada. Faltava uma casa à altura.

03

1956–1969

SANGUE, SUOR
E TIJOLOS.

1956

UM ESTÁDIO ONDE NÃO HAVIA TERRA

Antes de levantar arquibancadas, era preciso criar o próprio chão.

Em 12 de setembro de 1956, Ephraim Pinheiro Cabral apresentou o projeto de doação de aproximadamente oito hectares para o novo estádio. Boa parte da área estava dentro do Guaíba. No final de 1957, a chegada da draga Ster marcou o início efetivo do aterro.

Vista aérea da construção do Beira-Rio
O Gigante surgindo sobre as águasUma das imagens mais simbólicas da construção do Beira-Rio: o estádio nascendo em uma área aterrada às margens do Guaíba.
Obras da construção do Beira-Rio
Concreto, ferro e persistênciaOs primeiros contornos do novo estádio foram tomando forma ao longo de anos de trabalho intenso.
Estágio intermediário da construção do Beira-Rio
A obra ganhava corpoCada avanço fazia o sonho colorado parecer menos utopia e mais destino.
1961“Bóia Cativa”

Edson Bergmann comprou a primeira cadeira cativa quando o estádio ainda parecia estar dentro do rio.

1965José Pinheiro Borda

Um dos grandes líderes da obra morreu antes de assistir à inauguração do estádio que levaria seu nome.

1967Campanha do Tijolo

A mobilização popular ganhou seu símbolo definitivo e transformou a obra em patrimônio afetivo da torcida.

“A gente torcia por pedreiros.”

Frase que entrou para o folclore da construção do Gigante.

6 DE ABRIL DE 1969 · DOMINGO DE PÁSCOA

PORTO ALEGRE ACORDOU VERMELHA.

A Alvorada Colorada começou antes mesmo do horário combinado. Quase cem mil pessoas participaram das festividades. O adversário da inauguração era o Benfica, de Eusébio.

INTERNACIONAL2
×
1BENFICA

CLAUDIOMIRO marcou o primeiro gol da história do Beira-Rio. Eusébio empatou. GILSON PORTO fez o gol da vitória.

Festa de inauguração do Beira-Rio
Festa de inauguraçãoO Beira-Rio nasceu em clima de celebração popular, com uma cidade inteira atravessada pelo sentimento colorado.
Imagem histórica do Beira-Rio na inauguração
O primeiro dia do GiganteO estádio novo consolidava o crescimento do Inter e mudava para sempre a paisagem do futebol gaúcho.

VÍDEO HISTÓRICO

Veja a inauguração e o primeiro gol do Beira-Rio.

Registro em vídeo da inauguração do estádio e do primeiro gol de Claudiomiro, um documento precioso para dar movimento a esta parte da história colorada.

O Internacional havia começado sua história sessenta anos antes em um porão. Agora possuía um Gigante às margens do Guaíba.

04

1913–2025

UMA HISTÓRIA
ESCRITA EM TAÇAS.

Primeiro Porto Alegre. Depois o Rio Grande do Sul. Depois o Brasil. A América. O mundo. Esta linha do tempo não substitui a lista completa de conquistas, mas mostra os marcos que mudaram o tamanho do Internacional.

1913

Campeonato Citadino

Primeiro título da história

1927

Campeonato Gaúcho

Primeiro título estadual

1945

Hexa Gaúcho

Primeiro hexacampeão do estado

1969

Campeonato Gaúcho

Começa o octa consecutivo

1975

Campeonato Brasileiro

Primeiro clube gaúcho campeão do Brasil

1976

Campeonato Brasileiro

Bicampeonato nacional

1979

Campeonato Brasileiro

Campeão invicto

1992

Copa do Brasil

Célio Silva decide no fim

2006

Libertadores

A América pela primeira vez

2006

Mundial FIFA

Barcelona 0 × 1 Internacional

2007

Recopa Sul-Americana

Primeira Recopa

2008

Copa Sul-Americana

Campeão invicto

2009

Copa Suruga Bank

Uma conquista no Japão no ano do centenário

2010

Libertadores

Bicampeão da América

2011

Recopa Sul-Americana

Segunda Recopa

2025

Campeonato Gaúcho

46º Gauchão, invicto

46Gauchões até 2025
3Brasileiros
2Libertadores
1Mundial FIFA

05

ONZE CONQUISTAS

PARA A
ETERNIDADE.

01

1975 · CAMPEONATO BRASILEIRO

O Gol Iluminado

Valdomiro cobrou a falta. Figueroa subiu. Um facho de sol atravessou a sombra do Beira-Rio. Cabeçada. Inter 1 a 0 Cruzeiro. O primeiro título brasileiro do clube e do Rio Grande do Sul.

30 jogos19 vitórias12 gols sofridos
Internacional campeão brasileiro de 1975
1975: o primeiro BrasilO time de Figueroa, Falcão, Carpegiani, Valdomiro e companhia colocou o Rio Grande do Sul no topo do futebol nacional.
Ver a ficha da decisão — 1975 — Campeonato Brasileiro

1975 — Campeonato Brasileiro

Final em jogo único: Internacional campeão com vitória por 1 a 0.

Final · 14/12/1975

Internacional 1 × 0 Cruzeiro

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Internacional: Elías Figueroa.

Internacional · titulares

Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio, Chico Fraga; Caçapava, Falcão, Paulo César Carpegiani; Valdomiro, Flávio, Lula.

Técnico: Rubens Minelli.

Cruzeiro · titulares

Raul; Nelinho, Darci Menezes, Morais, Isidoro; Piazza, Zé Carlos, Eduardo; Roberto Batata, Palhinha, Joãozinho.

Técnico: Zezé Moreira.

O Gol Iluminado de Figueroa

Fontes consultadas: ge, “Gol iluminado: Inter divulga vídeo e celebra 38 anos do seu 1º Brasileiro” (14/12/2013); Hoje em Dia, “Há 40 anos nascia a rivalidade entre Cruzeiro e Internacional” (14/12/2015).
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

02

1976 · CAMPEONATO BRASILEIRO

O Brasil, outra vez vermelho

Dario abriu o placar. Valdomiro ampliou. Em 12 de dezembro de 1976, o Beira-Rio voltou a celebrar um título brasileiro: 2 a 0 sobre o Corinthians, na final em jogo único. O time de Rubens Minelli confirmou o bicampeonato consecutivo e consolidou a força da geração de Manga, Figueroa e Falcão.

Antes da taça, houve a semifinal contra o Atlético-MG: a tabela de cabeça entre Escurinho e Falcão terminou no gol da virada colorada. Na decisão, Dario e Valdomiro deram o desfecho à campanha. O segundo Brasileiro uniu a qualidade coletiva daquela equipe à capacidade de decidir nos momentos mais difíceis.

1976: o bicampeonato nacional
1976: o bicampeonato nacionalUma geração que fez do Beira-Rio o palco de duas conquistas brasileiras consecutivas. A imagem ilustra a equipe da época; os titulares da final estão na ficha.
Ver a ficha da decisão — 1976 — Campeonato Brasileiro

1976 — Campeonato Brasileiro

Final em jogo único. Internacional bicampeão brasileiro com vitória por 2 a 0.

Final · 12/12/1976

Internacional 2 × 0 Corinthians

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Dario e Valdomiro (Internacional).

Internacional · titulares

Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres, Vacaria; Caçapava, Batista, Falcão; Valdomiro, Dario, Lula.

Técnico: Rubens Minelli.

Corinthians · titulares

Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo, Wladimir; Givanildo, Ruço, Neca; Vaguinho, Geraldão, Romeu.

Técnico: Duque.

Melhores momentos da final contra o Corinthians

Fontes consultadas: Internacional, “Tri Nacional” e “Templo Sagrado”; Bola N@ Área, Campeonato Brasileiro de 1976 — fase final.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

03

1979 · CAMPEONATO BRASILEIRO

O time que nunca perdeu

23 jogos, 16 vitórias, sete empates e nenhuma derrota. Falcão, Batista, Jair, Mário Sérgio, Valdomiro e companhia atravessaram o campeonato inteiro sem cair uma única vez.

23 jogos0 derrotas40 gols
Internacional campeão invicto de 1979
1979: invicto para sempreA equipe tricampeã brasileira transformou a regularidade em lenda.
Ver a ficha da decisão — 1979 — Campeonato Brasileiro

1979 — Campeonato Brasileiro

Duas vitórias na final: 4 a 1 na soma dos placares. O Inter encerrou a campanha invicto, com 16 vitórias e sete empates.

Ida · 20/12/1979

Vasco 0 × 2 Internacional

Estádio: Maracanã · Rio de Janeiro, Brasil

Gols: Internacional: Chico Spina (2).

Internacional · titulares

Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Batista, Valdir Lima, Jair; Chico Spina, Bira, Mário Sérgio.

Técnico: Ênio Andrade.

Vasco · titulares

Leão; Orlando, Gaúcho, Ivan, Paulo César; Zé Mário, Guina, Dudu; Catinha, Roberto Dinamite, Wilsinho.

Técnico: Oto Glória.

Volta · 23/12/1979

Internacional 2 × 1 Vasco

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Internacional: Jair e Falcão. Vasco: Wilsinho.

Internacional · titulares

Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, Jair; Valdomiro, Bira, Mário Sérgio.

Técnico: Ênio Andrade.

Vasco · titulares

Leão; Orlando, Gaúcho, Ivan, Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto, Paulinho; Catinha, Roberto Dinamite, Wilsinho.

Técnico: Oto Glória.

Melhores momentos da volta contra o Vasco

Fontes consultadas: Internacional, “Tricampeão brasileiro — 1979”; Terceiro Tempo, “De forma invicta, Inter conquistava o tri do Brasileiro há 46 anos” (23/12/2025); Arquivos do Futebol, “Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro de 1979” (29/03/2011).
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

04

1992 · COPA DO BRASIL

O título da resistência

Corinthians, Grêmio, Palmeiras e Fluminense ficaram pelo caminho. Nos minutos finais da decisão, Célio Silva converteu o pênalti que devolveu uma grande taça nacional ao Beira-Rio.

Internacional campeão da Copa do Brasil de 1992
1992: o Beira-Rio voltou a explodirDepois de um período sem taças nacionais, o Inter encontrou um título de pura superação.
Ver a ficha da decisão — 1992 — Copa do Brasil

1992 — Copa do Brasil

Empate por 2 a 2 na soma dos placares. O Inter foi campeão pelo critério de gol marcado fora de casa, previsto no regulamento daquela edição.

Ida · 10/12/1992

Fluminense 2 × 1 Internacional

Estádio: Laranjeiras · Rio de Janeiro, Brasil

Gols: Fluminense: Wagner e Ézio. Internacional: Caíco.

Internacional · titulares

Roberto Fernández; Célio Lino, Ricardo, Pinga, Célio Silva; Élson, Anderson, Caíco, Marquinhos; Gérson, Maurício.

Técnico: Antônio Lopes.

Fluminense · titulares

Jefferson; Zé Teodoro, Vica, Souza, Sandro; Lira, Anderson, Sérgio Manoel, Julinho; Wagner, Ézio.

Técnico: Sérgio Cosme.

Volta · 13/12/1992

Internacional 1 × 0 Fluminense

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Internacional: Célio Silva (pênalti).

Internacional · titulares

Roberto Fernández; Célio Lino, Ricardo, Pinga, Célio Silva; Daniel Franco, Élson, Caíco, Marquinhos; Gérson, Maurício.

Técnico: Antônio Lopes.

Fluminense · titulares

Jefferson; Zé Teodoro, Souza, Sandro, Vica; Lira, Pires, Sérgio Manoel, Bobô; Ézio, Wagner.

Técnico: Sérgio Cosme.

A decisão contra o Fluminense no Beira-Rio

Fontes consultadas: CBF, “Internacional, o campeão da Copa do Brasil 1992”; Ficha do Jogo, “Campanha do Inter na Copa do Brasil de 1992”; ge, “Drama, fé e gol: Inter vence em 1992 com pênalti que ninguém quis bater” (13/12/2012).
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

05

2006 · LIBERTADORES

A América finalmente era vermelha

Sobis marcou duas vezes no Morumbi. No Beira-Rio, Fernandão e Tinga fizeram os gols. Depois de 97 anos, o Internacional levantava sua primeira Libertadores.

Internacional campeão da Libertadores de 2006
2006: a espera acabouA primeira Libertadores colorada consagrou uma geração que mudou para sempre o patamar internacional do clube.
Ver a ficha da decisão — 2006 — Libertadores

2006 — Libertadores

Internacional campeão por 4 a 3 na soma dos placares: vitória no Morumbi e empate no Beira-Rio.

Ida · 09/08/2006

São Paulo 1 × 2 Internacional

Estádio: Morumbi · São Paulo, Brasil

Gols: São Paulo: Edcarlos. Internacional: Rafael Sobis (2).

Internacional · titulares

Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller, Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Tinga, Alex; Fernandão, Rafael Sobis.

Técnico: Abel Braga.

São Paulo · titulares

Rogério Ceni; Edcarlos, Lugano, Fabão, Júnior; Souza, Mineiro, Josué, Danilo; Ricardo Oliveira, Leandro.

Técnico: Muricy Ramalho.

Volta · 16/08/2006

Internacional 2 × 2 São Paulo

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Internacional: Fernandão e Tinga. São Paulo: Fabão e Lenílson.

Internacional · titulares

Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller, Jorge Wagner; Índio, Edinho, Tinga, Alex; Fernandão, Rafael Sobis.

Técnico: Abel Braga.

São Paulo · titulares

Rogério Ceni; Fabão, Lugano, Edcarlos; Souza, Richarlyson, Mineiro, Danilo, Júnior; Aloísio, Leandro.

Técnico: Muricy Ramalho.

Melhores momentos da volta contra o São Paulo

Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Libertadores da América”; RSSSF, “Copa Libertadores de América 2006”, fichas das finais; São Paulo FC, “Empate castiga o São Paulo no Beira-Rio” (16/08/2006).
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

06

17.12.2006 · YOKOHAMA

O Mundo Ficou Vermelho

82 minutos. Iarley escapou de Puyol. Gabiru atacou o espaço. Passe. Finalização. Gol. Barcelona 0, Internacional 1.

BARCELONA0 × 1INTERNACIONAL
Internacional campeão mundial em 2006
Yokohama para a eternidadeFernandão, Clemer, Índio, Iarley, Gabiru e companhia transformaram uma tarde no Japão em patrimônio emocional de toda uma geração.
Ver a ficha da decisão — 2006 — Mundial de Clubes

2006 — Mundial de Clubes

Final em jogo único. Adriano Gabiru entrou no segundo tempo e marcou o gol do título mundial.

Final · 17/12/2006

Internacional 1 × 0 Barcelona

Estádio: Estádio Internacional de Yokohama · Yokohama, Japão

Gols: Internacional: Adriano Gabiru.

Internacional · titulares

Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller, Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex, Fernandão; Alexandre Pato, Iarley.

Técnico: Abel Braga.

Barcelona · titulares

Víctor Valdés; Zambrotta, Rafael Márquez, Puyol, Van Bronckhorst; Thiago Motta, Iniesta, Deco; Giuly, Gudjohnsen, Ronaldinho.

Técnico: Frank Rijkaard.

Internacional × Barcelona — vídeo da FIFA

Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Copa do Mundo de Clubes FIFA no Japão”; FC Barcelona Players, ficha de Internacional × Barcelona, 17/12/2006; FIFA, vídeo da final.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

07

2007 · RECOPA SUL-AMERICANA

A noite da Tríplice Coroa

A Libertadores e o Mundial de 2006 ganharam companhia. Depois da derrota por 2 a 1 no México, o Inter recebeu o Pachuca e venceu por 4 a 0. Alex, Pinga, Alexandre Pato e um gol contra de Mosquera transformaram a volta, em 7 de junho de 2007, em festa no Beira-Rio.

A Recopa reuniu os campeões da Libertadores e da Sul-Americana da temporada anterior. Sob o comando de Alexandre Gallo, o Colorado reverteu a desvantagem e completou a sequência celebrada pelo clube como Tríplice Coroa Intercontinental: Libertadores, Mundial e Recopa.

2007: mais uma taça para a geração de 2006
2007: mais uma taça para a geração de 2006A comemoração da primeira Recopa coroou a sequência de conquistas internacionais iniciada no ano anterior.
Ver a ficha da decisão — 2007 — Recopa Sul-Americana

2007 — Recopa Sul-Americana

Internacional campeão por 5 a 2 na soma dos placares. A derrota na ida foi revertida com goleada no Beira-Rio.

Ida · 31/05/2007

Pachuca 2 × 1 Internacional

Estádio: Hidalgo · Pachuca, México

Gols: Christian Giménez (2, Pachuca); Alexandre Pato (Internacional).

Internacional · titulares

Clemer; Ceará, Sidnei, Mineiro, Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Maycon, Pinga; Fernandão, Alexandre Pato.

Técnico: Alexandre Gallo.

Pachuca · titulares

Miguel Calero; Paul Aguilar, Leobardo López, Aquivaldo Mosquera, Fausto Pinto; Fernando Salazar, Jaime Correa, Gabriel Caballero, Damián Álvarez; Christian Giménez, Luis Landín.

Técnico: Enrique Meza.

Volta · 07/06/2007

Internacional 4 × 0 Pachuca

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Alex (pênalti), Pinga, Alexandre Pato e Aquivaldo Mosquera (contra), para o Internacional.

Internacional · titulares

Clemer; Ceará, Índio, Sidnei, Rubens Cardoso; Wellington Monteiro, Edinho, Alex, Pinga; Iarley, Alexandre Pato.

Técnico: Alexandre Gallo.

Pachuca · titulares

Miguel Calero; Aquivaldo Mosquera, Leobardo López, Fausto Pinto; Marvin Cabrera, Jaime Correa, Gabriel Caballero, Andrés Chitiva, Fernando Salazar; Christian Giménez, Juan Carlos Cacho.

Técnico: Enrique Meza.

Jogo completo da volta contra o Pachuca

Fontes consultadas: Internacional, “Campeão da Recopa Sul-Americana — 2007”; ge, “Inter não resiste à pressão e cai no México” e “Inter conquista a Tríplice Coroa”; RSSSF, fichas da Recopa disputada em 2007.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

08

2008 · COPA SUL-AMERICANA

Campeão de Tudo

Uma campanha invicta que começou em Gre-Nal, passou por Boca Juniors e Chivas e terminou aos 113 minutos contra o Estudiantes. Nilmar marcou o gol da taça.

Nilmar na campanha da Copa Sul-Americana de 2008
2008: o título que consagrou o Campeão de TudoNilmar virou símbolo de uma campanha invicta que levou o Inter ao topo de todas as principais conquistas possíveis para um clube brasileiro.
Ver a ficha da decisão — 2008 — Copa Sul-Americana

2008 — Copa Sul-Americana

Internacional campeão por 2 a 1 na soma dos placares, após prorrogação na volta. No Beira-Rio, o tempo normal terminou 0 a 1; Nilmar empatou na prorrogação.

Ida · 26/11/2008

Estudiantes 0 × 1 Internacional

Estádio: Ciudad de La Plata · La Plata, Argentina

Gols: Internacional: Alex (pênalti).

Internacional · titulares

Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro, Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazú, D’Alessandro; Alex, Nilmar.

Técnico: Tite.

Estudiantes · titulares

Mariano Andújar; Marcos Angeleri, Agustín Alayes, Leandro Desábato, Juan Manuel Díaz; Diego Galván, Matías Sánchez, Juan Sebastián Verón, Leandro Benítez; Juan Manuel Salgueiro, Mauro Boselli.

Técnico: Leonardo Astrada.

Volta · após prorrogação · 03/12/2008

Internacional 1 × 1 Estudiantes

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Estudiantes: Agustín Alayes. Internacional: Nilmar (prorrogação).

Internacional · titulares

Lauro; Bolívar, Danny Morais, Álvaro, Marcão; Edinho, Magrão, Andrezinho, D’Alessandro; Alex, Nilmar.

Técnico: Tite.

Estudiantes · titulares

Mariano Andújar; Marcos Angeleri, Agustín Alayes, Leandro Desábato, Cristian Cellay; Rodrigo Braña, Leandro Benítez, Juan Sebastián Verón, Raúl Iberbia; Gastón Fernández, Mauro Boselli.

Técnico: Leonardo Astrada.

A final de 2008 — vídeo da CONMEBOL

Fontes consultadas: RSSSF, “Copa Sudamericana 2008”, fichas das finais; Lance!, “Conquista da Sul-Americana de 2008 pelo Inter completa quatro anos” (03/12/2012); CONMEBOL, vídeo da final.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

09

2009 · COPA SURUGA BANK

O centenário também teve taça no Japão

Campeão da Sul-Americana de 2008, o Inter voltou ao Japão para enfrentar o Oita Trinita, vencedor da Copa da Liga Japonesa. Em 5 de agosto de 2009, Alecsandro e Andrezinho marcaram na vitória por 2 a 1. Mais uma conquista internacional no ano em que o clube completava cem anos.

Disputada em jogo único, a Suruga aproximava os campeões de duas competições de continentes diferentes. A equipe de Tite abriu dois gols de vantagem no segundo tempo, sofreu o desconto de Higashi e sustentou o resultado em Oita. O título prolongou a sequência de temporadas com conquistas internacionais coloradas.

2009: o troféu do centenário em Oita
2009: o troféu do centenário em OitaA festa da Copa Suruga Bank acrescentou uma nova conquista no Japão à história do Internacional.
Ver a ficha da decisão — 2009 — Copa Suruga Bank

2009 — Copa Suruga Bank

Final em jogo único entre os campeões da Sul-Americana e da Copa da Liga Japonesa de 2008. Internacional campeão com vitória por 2 a 1.

Final · 05/08/2009

Oita Trinita 1 × 2 Internacional

Estádio: Kyushu Sekiyu Dome (Big Eye) · Oita, Japão

Gols: Alecsandro e Andrezinho (Internacional); Keigo Higashi (Oita Trinita).

Internacional · titulares

Michel Alves; Bolívar, Índio, Gonzalo Sorondo, Kleber; Sandro, Guiñazú, Giuliano, Andrezinho; Taison, Alecsandro.

Técnico: Tite.

Oita Trinita · titulares

Nishikawa; Fujita, Morishige, Uemoto; Fernandinho, Kanazaki, Edmilson, Higashi, Inoue; Kotegawa, Takahashi.

Técnico: Ranko Popović.

Gols da final contra o Oita Trinita · narração em espanhol

Fontes consultadas: CONMEBOL, “Independiente em busca da Copa Suruga Bank”; Internacional, “Campeão da Copa Suruga Bank, no Japão — 2009”; RSSSF, Suruga Bank Championship, edição de 2009.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

10

2010 · LIBERTADORES

A América outra vez

Giuliano apareceu quando o jogo mais precisava. Estudiantes, São Paulo e Chivas ficaram pelo caminho. Quatro anos após a primeira, a Libertadores voltou ao Beira-Rio.

Internacional campeão da Libertadores de 2010
2010: a América voltou ao Beira-RioCom Giuliano, D'Alessandro, Bolívar, Kleber e companhia, o Inter ergueu novamente a principal taça do continente.
Ver a ficha da decisão — 2010 — Libertadores

2010 — Libertadores

Internacional bicampeão com duas vitórias: 5 a 3 na soma dos placares.

Ida · 11/08/2010

Chivas 1 × 2 Internacional

Estádio: Omnilife · Zapopan, México

Gols: Chivas: Adolfo Bautista. Internacional: Giuliano e Bolívar.

Internacional · titulares

Renan; Nei, Bolívar, Índio, Kleber; Sandro, Guiñazú, Giuliano, D’Alessandro; Taison, Alecsandro.

Técnico: Celso Roth.

Chivas · titulares

Luis Michel; Jonny Magallón, Mario de Luna, Héctor Reynoso, Miguel Ponce; Édgar Mejía, Xavier Báez, Marco Fabián, Adolfo Bautista; Omar Arellano, Omar Bravo.

Técnico: José Luis Real.

Volta · 18/08/2010

Internacional 3 × 2 Chivas

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Internacional: Rafael Sobis, Leandro Damião e Giuliano. Chivas: Marco Fabián e Patricio Araujo*.

Internacional · titulares

Renan; Nei, Bolívar, Índio, Kleber; Sandro, Guiñazú, Tinga, D’Alessandro; Taison, Rafael Sobis.

Técnico: Celso Roth.

Chivas · titulares

Luis Michel; Jonny Magallón, Mario de Luna, Héctor Reynoso, Miguel Ponce; Patricio Araujo, Xavier Báez, Marco Fabián, Adolfo Bautista; Omar Arellano, Omar Bravo.

Técnico: José Luis Real.

* O Inter atribui o segundo gol do Chivas a Patricio Araujo. O relato do Chivas e a RSSSF registram Omar Bravo; há divergência entre as fontes consultadas.

A partida completa da volta contra o Chivas

Fontes consultadas: Internacional, “Bicampeão da Libertadores da América”; AFP/UOL, ficha da ida (11/08/2010); Chivas, “Internacional 3-2 Guadalajara” (18/08/2010); RSSSF, “Copa Libertadores de América 2010”.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

11

2011 · RECOPA SUL-AMERICANA

A América viu o Inter levantar outra taça

Leandro Damião marcou duas vezes. O Independiente descontou e manteve a decisão aberta, até Kleber converter o pênalti que fechou o 3 a 1. Em 24 de agosto de 2011, o Beira-Rio comemorou o segundo título colorado da Recopa Sul-Americana.

A Libertadores de 2010 levou o Inter ao confronto com o campeão da Sul-Americana. Após perder por 2 a 1 em Avellaneda, com Osmar Loss no comando, a equipe disputou a volta já dirigida por Dorival Júnior. A vitória em Porto Alegre garantiu 4 a 3 no agregado e colocou Damião e Kleber entre os protagonistas da conquista.

2011: a segunda Recopa
2011: a segunda RecopaO grupo colorado no Beira-Rio para a decisão que confirmou o bicampeonato da competição.
Ver a ficha da decisão — 2011 — Recopa Sul-Americana

2011 — Recopa Sul-Americana

Internacional bicampeão da Recopa por 4 a 3 na soma dos placares. Leandro Damião marcou três gols nos dois jogos.

Ida · 10/08/2011

Independiente 2 × 1 Internacional

Estádio: Libertadores de América · Avellaneda, Argentina

Gols: Maximiliano Velázquez e Marco Pérez (Independiente); Leandro Damião (Internacional).

Internacional · titulares

Muriel; Nei, Bolívar, Índio, Kleber; Wilson Matias, Elton, Tinga, D’Alessandro; Jô, Leandro Damião.

Técnico: Osmar Loss.

Independiente · titulares

Hilario Navarro; Eduardo Tuzzio, Julián Velázquez, Gabriel Milito, Maximiliano Velázquez; Hernán Fredes, Cristian Pellerano, Iván Pérez, Matías Defederico; Marco Pérez, Leonel Núñez.

Técnico: Antonio Mohamed.

Volta · 24/08/2011

Internacional 3 × 1 Independiente

Estádio: Beira-Rio · Porto Alegre, Brasil

Gols: Leandro Damião (2) e Kleber (pênalti), para o Internacional; Maximiliano Velázquez (Independiente).

Internacional · titulares

Muriel; Nei, Bolívar, Índio, Kleber; Elton, Guiñazú, Oscar, D’Alessandro; Dellatorre, Leandro Damião.

Técnico: Dorival Júnior.

Independiente · titulares

Hilario Navarro; Eduardo Tuzzio, Julián Velázquez, Gabriel Milito, Maximiliano Velázquez; Hernán Fredes, Cristian Pellerano, Iván Pérez, Osmar Ferreyra; Marco Pérez, Facundo Parra.

Técnico: Antonio Mohamed.

Jogo completo da volta contra o Independiente

Fontes consultadas: Internacional, “Bicampeão da Recopa Sul-Americana — 2011”; ge, coberturas de Independiente × Internacional (10/08/2011) e Internacional × Independiente (24/08/2011); RSSSF, fichas da Recopa disputada em 2011.
Escalações iniciais; substituições não listadas. Pesquisa revisada em 30/09/2026.

06

1909–2025 · GRE-NAIS

UM CLÁSSICO.
GERAÇÕES DE
HISTÓRIAS.

Há jogos que valem uma taça. Outros marcam a chegada de um ídolo ou deixam um placar que atravessa gerações. Oito Gre-Nais ajudam a contar essa história pelo olhar colorado.

· Amistoso

O primeiro encontro

Grêmio10 × 0Internacional

Baixada · Porto Alegre

O que estava em disputa

O Internacional, fundado em abril daquele ano, disputava seu primeiro clássico. O encontro ainda era amistoso, sem uma taça em jogo.

Por que ficou na memória

A derrota marca o ponto de partida da rivalidade. Voltar a esse jogo ajuda a entender a distância que o clube percorreu entre seus primeiros meses e as conquistas das décadas seguintes.

Fonte: Inter, Lista de todos os Gre-Nais, registro nº 1.

· Campeonato Citadino de Porto Alegre

Sete gols na casa do rival

Grêmio0 × 7Internacional

Baixada · Porto Alegre

O que estava em disputa

O clássico valia pelo campeonato da cidade, durante a época do Rolo Compressor.

Por que ficou na memória

Vilalba marcou quatro vezes, Carlitos fez dois e Roberto completou o placar. A maior goleada colorada em Gre-Nais tornou-se um dos resultados mais lembrados daquela geração.

Fonte: Inter, Lista de todos os Gre-Nais, registro nº 104.

· Festividades de inauguração do estádio

Larry e o primeiro clássico do Olímpico

Grêmio2 × 6Internacional

Olímpico · Porto Alegre

O que estava em disputa

O Olímpico havia aberto uma semana antes, contra o Nacional do Uruguai. O Inter foi o adversário do primeiro Gre-Nal da nova casa, dentro das comemorações de inauguração.

Por que ficou na memória

Larry fez quatro gols; Jerônimo e Canhotinho marcaram os outros dois. O resultado associou a estreia da rivalidade naquele estádio a uma das grandes atuações do ataque colorado dos anos 1950.

Fonte: GZH, entrevista de Larry a Mauricio Tonetto, republicada em 06/05/2016; Inter, registro nº 135.

· Brasileirão de 1988 · volta da semifinal

O Gre-Nal do Século

Internacional2 × 1Grêmio

Beira-Rio · Porto Alegre

O que estava em disputa

Estava em disputa a vaga na final do Campeonato Brasileiro de 1988, cuja fase decisiva avançou pelo ano seguinte. A ida, no Olímpico, terminara em 0 a 0.

Por que ficou na memória

O Inter chegou ao intervalo perdendo e com Casemiro expulso. Abel Braga colocou Diego Aguirre no lugar de Leomir, e Nilson marcou duas vezes na etapa final. A virada com dez jogadores levou o Colorado à decisão e deu ao clássico um lugar especial na memória do Beira-Rio.

Fonte: Inter, Templo Sagrado, seção “Endereço do maior dos Gre-Nais”.

· Campeonato Brasileiro

A tarde de Fabiano

Grêmio2 × 5Internacional

Olímpico · Porto Alegre

O que estava em disputa

O Inter defendia a liderança invicta do Brasileirão. A partida valia pontos na competição nacional e colocava essa campanha à prova no campo do rival.

Por que ficou na memória

Fabiano fez dois gols e participou diretamente da goleada; Christian, Sandoval e Marcelo completaram os cinco. A vitória reforçou a liderança colorada e transformou o atacante em uma referência quando a torcida recorda os grandes Gre-Nais.

Fonte: Folha de S.Paulo, “Inter goleia rival e lidera disparado” (25/08/1997); Inter, perfil de Fabiano e registro nº 335.

· Campeonato Brasileiro

Uma estreia e o gol mil

Internacional2 × 0Grêmio

Beira-Rio · Porto Alegre

O que estava em disputa

O clássico valia pelo Brasileirão e também marcava a primeira partida de Fernandão pelo Internacional. Ele começou no banco e entrou durante o jogo.

Por que ficou na memória

Depois de Vinícius abrir o placar, Fernandão cabeceou um cruzamento de Elder Granja e marcou o gol reconhecido como o milésimo da história dos Gre-Nais. A estreia ficou ligada ao início da trajetória do futuro capitão das conquistas de 2006.

Fonte: SporTV, “Na Memória: Fernandão estreia com gol 1000 e Inter vence rival em 2004” (10/08/2014).

· Campeonato Gaúcho · volta da final

O tetra veio com goleada

Internacional4 × 1Grêmio

Centenário · Caxias do Sul

O que estava em disputa

O Inter chegava à finalíssima com a vantagem da vitória por 2 a 1 na Arena. Em Caxias do Sul, buscava o quarto título estadual consecutivo.

Por que ficou na memória

D’Alessandro, Alex duas vezes e Alan Patrick marcaram os gols colorados. O 4 a 1 confirmou o tetra e fechou a decisão em 6 a 2 na soma dos placares. A lembrança reúne a atuação dos meias e a taça erguida diante do maior rival.

Fonte: Terra, “Inter atropela Grêmio com 4 gols e conquista tetra do Gaúcho” (13/04/2014).

· Campeonato Gaúcho · volta da final

A taça de volta ao Beira-Rio

Internacional1 × 1Grêmio

Beira-Rio · Porto Alegre

O que estava em disputa

O Inter defendia a vantagem de 2 a 0 conquistada na Arena em 8 de março, com gols de Carbonero e Alan Patrick. Faltava confirmar o título diante da própria torcida.

Por que ficou na memória

Enner Valencia marcou no empate que garantiu 3 a 1 na soma dos placares. O Colorado conquistou seu 46º Gauchão, de forma invicta, e encerrou a edição de 2025 com uma decisão de Gre-Nal incorporada à sua história.

Fonte: Inter, “Campeão Gaúcho — 2025”, relatos dos dois jogos da final.

Seleção editorial de partidas do futebol masculino, com recorte até 2025. Datas, competições e placares foram confrontados com os registros do Internacional e as fontes identificadas em cada relato. Revisão: 30/09/2026.

07

OS IMORTAIS DE VERMELHO

ALGUMAS CAMISAS
NUNCA SÃO PENDURADAS.

Não é ranking. É uma galeria. Diferentes épocas produziram diferentes maneiras de ser ídolo.

TESOURINHA no Internacional
01

1939–1949

TESOURINHA

Drible

178 gols no levantamento do Arquivo Histórico. O primeiro colorado convocado para a Seleção Brasileira.

CARLITOS no Internacional
02

1938–1951

CARLITOS

Gol

Maior goleador histórico do clube pelos diferentes critérios e recordista do Gre-Nal com 42 gols.

LARRY no Internacional
03

1954–1961

LARRY

Inteligência

Quatro gols no primeiro Gre-Nal do Olímpico, em 1954.

BODINHO no Internacional
04

1951–1958

BODINHO

Potência

233 gols pelo levantamento do Arquivo Histórico.

FIGUEROA no Internacional
05

1971–1977

FIGUEROA

Autoridade

Bicampeão brasileiro e autor do Gol Iluminado.

FALCÃO no Internacional
06

1973–1980

FALCÃO

Genialidade

Tricampeão brasileiro. O Rei de Roma nasceu no Celeiro.

VALDOMIRO no Internacional
07

1968–1982

VALDOMIRO

Longevidade

803 jogos. Ninguém vestiu mais vezes a camisa colorada.

MANGA no Internacional
08

1974–1976

MANGA

Segurança

Goleiro dos títulos brasileiros de 1975 e 1976.

BATISTA no Internacional
09

ANOS 70–80

BATISTA

Equilíbrio

O pulmão da Academia do Povo. Tricampeão brasileiro.

DUNGA no Internacional
10

ANOS 80

DUNGA

Liderança

Do Celeiro de Ases à faixa de capitão do Brasil campeão mundial.

TAFFAREL no Internacional
11

1985–1990

TAFFAREL

Formação

Antes do mundo conhecê-lo em 1994, o Beira-Rio já sabia.

FERNANDÃO no Internacional
12

2004–2008

FERNANDÃO

Capitão

190 jogos, 77 gols e a braçadeira na Libertadores e no Mundial de 2006.

CLEMER no Internacional
13

2002–2009

CLEMER

Confiança

Goleiro da Libertadores, do Mundial e da Sul-Americana.

TINGA no Internacional
14

2005–2012

TINGA

Entrega

Gol na final de 2006 e bicampeão da Libertadores pelo Inter.

RAFAEL SOBIS no Internacional
15

2004–2019

RAFAEL SOBIS

Decisão

Gols em finais das Libertadores de 2006 e 2010.

ÍNDIO no Internacional
16

2005–2014

ÍNDIO

Resistência

391 jogos, 33 gols e 15 títulos registrados pelo clube.

IARLEY no Internacional
17

2005–2008

IARLEY

O passe

Cinco segundos de Yokohama que mudaram tudo.

D’ALESSANDRO no Internacional
18

2008–2022

D’ALESSANDRO

Identificação

529 jogos, 97 gols e 13 títulos no registro atual do clube.

* Estatísticas de atletas das primeiras décadas podem variar conforme a fonte e o critério adotado, especialmente pela inclusão ou não de amistosos, torneios e partidas não oficiais. Sempre que possível, este almanaque prioriza os registros do Arquivo Histórico do Sport Club Internacional e fontes históricas reconhecidas.

08

ALMANAQUE COLORADO

RECORDES,
CURIOSIDADES E NÚMEROS.

803

JOGOS

Valdomiro é o jogador que mais vestiu a camisa do Internacional.

326

GOLS

Carlitos lidera o levantamento revisado do Arquivo Histórico. A contagem tradicional do clube chega a 485.

42

GOLS EM GRE-NAIS

Carlitos é o maior artilheiro da história do clássico.

7×0

MAIOR GRE-NAL COLORADO

17 de setembro de 1948. Vilalba marcou quatro vezes.

16×0

MAIOR GOLEADA

Internacional sobre o Nacional, em 11 de agosto de 1912.

46

GAUCHÕES

Total alcançado com o título invicto de 2025.

8

SEGUIDOS

Gauchões consecutivos de 1969 a 1976.

23

JOGOS · 0 DERROTAS

A campanha invicta do Campeonato Brasileiro de 1979.

39

JOGOS INVICTO

Sequência alcançada em 1984.

106.554

PAGANTES

Maior público pagante registrado no Beira-Rio, em Seleção Gaúcha x Seleção Brasileira, em 1972.

♫

O hino nasceu de uma derrota

Nelson Silva atribuiu a inspiração de Celeiro de Ases à frustração com uma derrota para o Aimoré. O capítulo do hino apresenta as versões sobre a data e o placar dessa partida.

♞

O Saci chegou antes do estatuto

O personagem já fazia parte do imaginário colorado havia décadas quando foi formalmente incluído no estatuto como mascote oficial, em 2016.

★

O escudo ganhou estrelas

Brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial foram sendo representados sobre o distintivo até a simplificação adotada posteriormente.

⚽︎

Duas casas em Copas do Mundo

Os Eucaliptos receberam jogos da Copa de 1950. O Beira-Rio recebeu cinco partidas em 2014.

* Os números e estatísticas apresentados neste capítulo foram conferidos em registros oficiais, arquivos históricos e fontes especializadas. Em alguns casos, especialmente envolvendo jogadores e partidas das primeiras décadas do século XX, os totais podem variar conforme o critério adotado.

09

1957 · HINO COLORADO

A HISTÓRIA
GANHOU VOZ.

Há histórias que a gente lê. Outras, a torcida inteira canta. No Internacional, essa voz tem nome: Celeiro de Ases.

A ORIGEM DO HINO

Da frustração nasceu uma canção de amor ao Inter.

No depoimento publicado pelo Jornal do Inter em 1975, Nelson Silva contou que escreveu e musicou o hino na Rádio Farroupilha, enquanto esperava sua noiva, Ieda. A inspiração veio da frustração com uma derrota para o Aimoré. O compositor situou a lembrança em 1957; a identificação da partida, porém, é discutida nas fontes.

Segundo o relato do compositor preservado pelo clube, a canção surgiu em cerca de meia hora. O nome Celeiro de Ases fazia referência ao Rolo Compressor.

Retrato de Nelson Silva, compositor do hino do Internacional

O COMPOSITOR

Um carioca que se tornou colorado.

Nascido no Rio de Janeiro em 1916, Nelson Silva chegou a Porto Alegre em 1943, em viagem com o grupo Águias da Meia-Noite, e decidiu ficar. Trabalhou na Rádio Farroupilha e na TV Piratini. Segundo o Arquivo Histórico do Inter, a acolhida da comunidade negra pelo clube contribuiu para sua identificação com o Colorado.

A ESCOLHA DA TORCIDA

Uma música que conquistou seu lugar.

A música ganhou ouvintes no rádio, em bares e serestas. O Arquivo Histórico registra que Nelson não se inscreveu oficialmente no concurso e presenteou o clube com a composição. Já seu filho Turiassu, entrevistado pela GZH em 2023, contou que um colega teria inscrito a música e que o pai recebeu um telegrama anunciando a vitória. São versões diferentes sobre o caminho até a adoção do hino.

MEMÓRIA E REGISTROS

Qual foi o jogo que inspirou o hino?

A versão publicada pelo clube menciona 3 a 0 para o Aimoré em 1957. A reportagem de Rafael Diverio, na GZH de 25 de fevereiro de 2023, aponta um amistoso de 1956, encerrado em 3 a 1, e informa que a revisão foi confrontada com os arquivos colorados. Por isso, este almanaque apresenta 1957 como a data tradicional divulgada pelo Inter, sem tratar o ano e o placar do jogo inspirador como consenso.

PATRIMÔNIO DOCUMENTAL

Uma história preservada em papel.

Em 2017, o Arquivo Histórico reuniu referências à partitura, ao documento de cessão dos direitos autorais, a um visto da Censura Federal de 1975 e a material do Departamento de Cooperação e Propaganda. Esses registros ajudam a acompanhar a trajetória pública da composição. A data de um documento posterior não deve ser confundida com a data em que a música nasceu.

A LETRA DO HINO

Celeiro de Ases

Letra e música: Nelson Silva · 1957, conforme a história publicada pelo clube

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil

É teu passado alvirrubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul

PARA ENTENDER A LETRA

As palavras que a torcida canta.

Uma leitura comentada do Som Colorado.

De um lugar para o mundo.

“Desporto” significa esporte; “plagas” são terras ou regiões. A abertura celebra o clube e imagina seus feitos sendo conhecidos longe de casa.

Passado, presente e amanhã.

“Alvirrubro” reúne o branco e o vermelho. “Radioso” evoca brilho; “varonil”, no vocabulário da época, sugere vigor. Os versos ligam memória, emoções do presente e esperança no futuro.

Um celeiro de talentos.

“Ases” são pessoas de grande habilidade. A imagem do celeiro sugere abundância de talentos; a dos astros aproxima os jogadores das estrelas. A história publicada pelo clube relaciona o título ao Rolo Compressor.

A torcida dentro da canção.

A letra termina nomeando o Clube do Povo e seu lugar de origem. Nesta leitura, o encerramento transforma o elogio aos jogadores em uma declaração coletiva de pertencimento.

Fontes consultadas: Sport Club Internacional, “Hino do Inter” (com depoimento ao Jornal do Inter de 15/11/1975); Arquivo Histórico do SCI, “Hino do Inter completa 60 anos da sua criação”, Memória do Inter, 21/11/2017; Rafael Diverio, reportagem sobre a origem do hino, GZH, 25/02/2023. Revisão editorial: 30/09/2026. A leitura comentada da letra é uma interpretação do Som Colorado.

EPÍLOGO

A HISTÓRIA
CONTINUA.

Em 1909 não havia Beira-Rio, Libertadores, Mundial ou um século de lembranças. Havia apenas gente reunida em torno de uma ideia.

Depois vieram campos, estádios, derrotas, goleadas, títulos, ídolos, pais, filhos, avós e netos. Gerações que nunca se conheceram passaram a cantar pelo mesmo clube.

Este almanaque termina em 2025 apenas porque todo livro precisa parar em alguma página.

O Internacional, não.

1909→∞
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